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	<title>:Dados Em Comum</title>
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	<description>Inclusão digital, cultural e social=Obrigação do profissional da informação</description>
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		<title>:Dados Em Comum</title>
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		<title>O bibliotecário de d. João VI</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 00:21:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tuxped</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteconomia e outras artes]]></category>

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		<description><![CDATA[
Notícia e imagem – Portal História Viva
Disponível: [http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/o_bibliotecario_de_d__joao_vi.html] 
Acesso em 14 nov. 2008. =================================================================================
Em junho de 1811, lá pelo dia 15, entrou no porto do Rio de Janeiro uma fragata portuguesa de nome Princesa Carlota. A fragata, que saíra de Lisboa em meados de março e passara por maus momentos durante a viagem – ventos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dadosemcomum.wordpress.com&blog=1490118&post=264&subd=dadosemcomum&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal">
<div id="attachment_265" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><a href="http://dadosemcomum.files.wordpress.com/2008/11/bobjoau.jpg"><a href="http://dadosemcomum.files.wordpress.com/2008/11/bobjoau1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-266" title="bobjoau1" src="http://dadosemcomum.files.wordpress.com/2008/11/bobjoau1.jpg?w=350&#038;h=157" alt="bobjoau1" width="350" height="157" /></a><br />
</a><p class="wp-caption-text">Passeio Público, próximo à casa do bibliotecário: “melhor sítio da cidade”</p></div>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">Notícia e imagem – </span><strong><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">Portal História Viva</span></strong><em></em></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">Disponível: </span><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">[http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/o_bibliotecario_de_d__joao_vi.html] </span><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"><br />
Acesso em 14 nov. 2008</span><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">. =================================================================================</span></p>
<p><span class="interna-txt">Em junho de 1811, lá pelo dia 15, entrou no porto do Rio de Janeiro uma fragata portuguesa de nome <em>Princesa Carlota.</em> A fragata, que saíra de Lisboa em meados de março e passara por maus momentos durante a viagem – ventos contrários, calmarias prolongadas e tempestades –, estava caindo aos pedaços, e tanto a tripulação quanto os passageiros vinham esfomeados ou doentes.</p>
<p>Em meio aos desafortunados viajantes, encontrava-se um homem de 30 anos, chamado Luiz Joaquim dos Santos Marrocos. O português, como muitos de sua geração, vinha de Lisboa com um emprego garantido na burocracia estatal, o de bibliotecário da Real Biblioteca, e, também como muitos de seus contemporâneos, vinha com o declarado e firme propósito de <em>melhorar de condição </em>e retornar para junto da sua amada família na <em>terrinha.</em> A vida, porém, pregou uma peça neste rabugento bibliotecário. Uma vez estabelecido no Rio de Janeiro, a terra pareceu-lhe cada dia menos hostil e ele acabou por deixar-se ficar na cidade, contrariando o que escrevera ao pai poucos meses depois do seu desembarque: <em>“Creia (&#8230;), se Sua Alteza Real me enchesse de benefícios tais que me visse elevado a um grau sublime de representação e abundância, nada faria desvanecer da minha idéia o constrangimento em que vivo e o sumo desejo de me retirar de tão mau país. Deus permita não terminar meus dias debaixo deste horizonte (&#8230;)”.</em></p>
<p>Esse imigrante português era filho de Francisco José dos Santos Marrocos, um professor de filosofia que também exercia, na Biblioteca Real da Ajuda, em Lisboa, o cargo de bibliotecário. Pouco se sabe sobre a sua vida antes de desembarcar no Brasil. Nascido na capital portuguesa, em 1781, desde 1802 ocupava a função de ajudante das Reais Bibliotecas. Durante a invasão francesa, havia servido na Junta de Direção Geral dos provimentos de boca para o exército e, pouco depois, foi nomeado capitão de uma das companhias das Legiões Nacionais para a defesa de Lisboa.<br />
<a href="http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/o_bibliotecario_de_d__joao_vi.html" target="_blank"><strong><span style="color:#ff0000;">Leia mais&#8230;</span></strong></a></span></p>
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	</item>
		<item>
		<title>A CRISE AMERICANA DE FORMA DIDÁTICA</title>
		<link>http://dadosemcomum.wordpress.com/2008/10/16/a-crise-americana-de-forma-didatica/</link>
		<comments>http://dadosemcomum.wordpress.com/2008/10/16/a-crise-americana-de-forma-didatica/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 23:28:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tuxped</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteconomia e outras artes]]></category>

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		<description><![CDATA[
Notícia e imagem – Portal PodCast VoIT
Disponível: [http://voit.uol.com.br/web/pagina.aspx?IDPagina=2285] Acesso em 13 out. 2008. ====================================================================================

John comprou uma casa no começo dos anos 90 por 300 mil dólares, financiada em 30 anos. Em 2006 a casa do John tinha valorizado e estava valendo 1,1 milhões de dólares. Uma valorização fantástica. Mesmo ainda faltando 20 anos para quitar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dadosemcomum.wordpress.com&blog=1490118&post=251&subd=dadosemcomum&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><!--[if !mso]&gt;--><!--[if gte mso 9]&gt;  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">Notícia e imagem – </span><strong><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">Portal PodCast VoIT</span></strong><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">Disponível: </span><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">[http://voit.uol.com.br/web/pagina.aspx?IDPagina=2285] </span><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">Acesso em 13 out. 2008</span><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">. ====================================================================================</span></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://dadosemcomum.files.wordpress.com/2008/10/crisis.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-252" title="crisis" src="http://dadosemcomum.files.wordpress.com/2008/10/crisis.png?w=237&#038;h=180" alt="" width="237" height="180" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">John comprou uma casa no começo dos anos 90 por 300 mil dólares, financiada em 30 anos. Em 2006 a casa do John tinha valorizado e estava valendo 1,1 milhões de dólares. Uma valorização fantástica. Mesmo ainda faltando 20 anos para quitar a casa, um banco perguntou pro John se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800 mil dólares, ou seja, uma segunda hipoteca. Ele aceitou o empréstimo e fez a nova hipoteca.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:5pt;font-family:Arial;"><!--[if !supportEmptyParas]--> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">John não precisava do dinheiro, pois tinha um emprego estável, morava numa simpática casa no subúrbio de uma grande cidade, mas como todo americano, não podia escutar a palavra &#8220;crédito&#8221;. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Com os 800 mil dólares &#8211; e ainda sem saber o que fazer com esse dinheiro- John soube por um amigo que o mercado imobiliário continuava valorizando. Era construir, anunciar, vender e lucrar. Um ótimo negócio e, como disseram pro John, não havia risco. John comprou 3 casas em construção, na parte mais nobre da cidade, dando como entrada 300 mil dólares e imediatamente fez mais 3 hipotecas, uma pra cada casa. Porém, no acordo feito, o valor recebido pelas 3 hipotecas era pequeno, mas suficiente para terminar a construção dos imóveis.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">A diferença, 500 mil dólares, que John recebeu pela primeira hipoteca, gastou mais ou menos assim: </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">&gt; Se deu de presente um automóvel de luxo novo (alemão) </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">&gt; Comprou uma SUV &#8211; automóvel utilitário - (também alemã) top de linha e superequipada para sua mulher </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">&gt; Deu um carro (japonês) para cada filho. </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">&gt;  Equipou a casa com o que existia de mais moderno: TV de plasma (coreana) de 60 polegadas para cada quarto da casa, além de uma para a sala. </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">&gt; Instalou sistemas digitais que deixaram a casa inteligente </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">&gt; Presenteou cada membro da família com notebooks sofisticadíssimos (chineses) </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">&gt; Colocou um home theater de última geração (holandês) inteiramente digital <!--[if !supportLineBreakNewLine]--> <!--[endif]--></span></p>
<div>
<table style="width:337.5pt;border-collapse:collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="450">
<tbody>
<tr>
<td style="padding:0;">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">Instalou uma jacuzzi (vietnamita)   para a suite do casal  pelo valor de 30 mil dólares </span></strong><!--[if gte vml 1]&gt;   &lt;![endif]--><!--[if !vml]--><!--[endif]--><strong><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> Realizou também seu grande sonho de viagem: ir a Paris e ficar   hospedado no Ritz pagando 600 euros a diária. Mesmo estando na cidade e   tendo à disposição os melhores restaurantes do mundo e com grana &#8211;    emprestada, é bom lembrar - no bolso, John não abria mão do   seu hambúrguer no jantar. </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> Tudo comprado em longas   prestações, com entradas bem pequenas, tudo a crédito.  Uma farra. </span></strong><!--[if gte vml 1]&gt;   &lt;![endif]--><!--[if !vml]--><!--[endif]--><strong><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> A esposa do John, deslumbrada com a repentina ascensão social,   abusou dos 28 cartões de crédito que possuía.</span></strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding:0;">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">Aproveitou também para fazer   algumas cirurgias plásticas.   &#8221;Seus seios ficaram   lindos&#8221;, dizia John todo orgulhoso. </span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">John era o sonho americano em forma de pessoa. </span></strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">O tempo passou.  O tempo, esse malvado, sempre passa. . . No começo de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que John tinha comprado e estavam em fase final de construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham liquidez.   O negócio que John tinha se metido era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas em começo de construção e revendê-las com lucro, repassando as hipotecas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Fácil. Parecia fácil. Sempre parece fácil.   Só havia um probleminha com o negócio do John: todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. </span><!--[if gte vml 1]&gt;   &lt;![endif]--><!--[if !vml]--><!--[endif]--><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> As taxas de juros das hipotecas que John pagava começaram a subir (eram pós- fixadas) e John percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre.   Milhões tiveram a mesma idéia de John.   Tinha casa pra vender como nunca. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> John foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou para revender, mais as prestações dos carros, dos notebooks, das tv de plasma, da jacuzzi milionária, do home theater e dos cartões de crédito. E tinham também as plásticas. Aquelas &#8220;dos seios lindos&#8221;, lembra?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Aí as casas que John comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Só que John tinha gasto o dinheiro.   No momento da parcela maior, John achava que já teria revendido os 3 imóveis.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Mas os compradores tinham desaparecido.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento.John começou a não pagar suas milhares de contas. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais ao John.   E também das milhões de pessoas que compraram essas casas dos que tiveram a idéia antes do John. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">John optou pela sobrevivência da família. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">John entregou aos bancos as 3 casas que comprou , perdendo tudo que tinha investido.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">John quebrou </span><!--[if gte vml 1]&gt;   &lt;![endif]--><!--[if !vml]--><!--[endif]--><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Ele e sua família pararam de consumir. Um sem número de Johns deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseados nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Johns em títulos negociáveis.   Com a inadimplência dos Johns, esses títulos passaram a valer pó. Bilhões e bilhões em títulos passaram a valer nada e eles estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço que esses imóveis não valiam mais.   Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava. A inadimplência dos milhões de Johns atingiu fortemente os bancos americanos e europeus que perderam centenas de bilhões de dólares.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:5pt;font-family:Arial;"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">A farra do crédito fácil acabou </span></strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Com a inadimplência dos milhões de Johns, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Johns pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado. O medo dos Johns de perder o emprego fez a economia travar. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Recessão é sentimento, é medo do futuro.   Mesmo quem pode, pára de consumir. O FED (Federal Reserve, o Banco Central americano) começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimos interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo. Porém, ainda não se sabe o resultado prático dessas medidas na economia real. </span><span style="font-size:5pt;font-family:Arial;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Até que o impensável aconteceu&#8230;</span></strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> O pior pesadelo para uma economia: crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu quebrado, insolvente.  O FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse.   Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan . Mais recentemente as financiadoras de hipoteca FREDDIE MAC e FANNIE MAE também se viram em situação de quase insolvência.   Rapidamente o congresso aprovou um plano de ajuda às duas empresas.   Se elas quebrassem, teríamos um efeito cascata e o sistema desmoronaria. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que esperar.  O que começou com o John, hoje afeta o mundo inteiro.   A coisa pode estar apenas começando.   Só o tempo poderá dizer o que vai acontecer.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:5pt;font-family:Arial;"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;color:red;">E o John e sua família? </span></strong><strong></strong><strong><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;color:red;">O John devolveu todos os bens para as financeiras e ainda ficou devendo um dinheirão.   Aventou a possibilidade de devolver as plásticas da esposa, porém logo viu que era inviável.  Mas pelo menos &#8220;os seios continuam lindos&#8221;, consola-se John.<span style="background:black none repeat scroll 0 0;"> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--></span></span></strong></p>
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		<title>Biblioteconomia bíblica :)</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 21:10:25 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Biblioteconomia e outras artes]]></category>
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		<description><![CDATA[Passagens bíblicas relacionadas à biblioteconomia.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dadosemcomum.wordpress.com&blog=1490118&post=244&subd=dadosemcomum&ref=&feed=1" />]]></description>
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<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt">
<h3><a href="http://dadosemcomum.files.wordpress.com/2008/10/santoaugustoretrataaventura.jpg"><img class="size-medium wp-image-245" title="santoaugustoretrataaventura" src="http://dadosemcomum.files.wordpress.com/2008/10/santoaugustoretrataaventura.jpg?w=210&#038;h=300" alt="Santo Agostinho no Estúdio, de Botticelli" width="210" height="300" /></a></h3>
<p> Santo Agostinho no Estúdio, de Botticelli</p>
</dt>
</dl>
</div>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#ff0000;">A ordem de Ciro é encontrada</span></strong><br />
<span style="color:#0000ff;">ESDRAS 6.1-12</span></p>
<p>Então o rei Dario mandou que dessem uma busca nos <span style="color:#ff0000;"><span style="text-decoration:underline;">arquivos reais</span> </span>da Babilônia, onde eram guardados os <span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#ff0000;">documentos</span></span>. E na cidade de Ecbatana, na província da Média, foi encontrado o documento. Nele estava escrito o seguinte: &#8220;No primeiro ano do seu reinado, o rei Ciro deu ordem para que o Templo de Jerusalém fosse reconstruído, a fim de ser o lugar onde o povo apresentasse sacrifícios e ofertas a serem completamente queimadas. O Templo deverá medir vinte e sete metros de altura, por vinte e sete metros de largura. As paredes deverão ser feitas com uma carreira de madeira em cima de cada três carreiras de pedra. Todas as despesas serão pagas pelo governo. &#8220;Além disso, todos os objetos de prata e de ouro que o rei Nabucodonosor tirou do Templo de Jerusalém e trouxe para a Babilônia serão devolvidos, cada um para o seu próprio lugar no Templo de Jerusalém.&#8221;</p>
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		<title>Bíblia na biblioteca?</title>
		<link>http://dadosemcomum.wordpress.com/2008/09/28/biblia-na-biblioteca/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 00:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tuxped</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteconomia e outras artes]]></category>

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		<description><![CDATA[
Site Gazeta do povo
Disponível em: [http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/ensino/conteudo.phtml?id=798272] 27/09/2008
============================================================
A Comissão de Educação e Cultura da Câmara aprovou um projeto de lei que obriga o estado a colocar um exemplar da Bíblia em cada biblioteca pública do país.O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
O [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dadosemcomum.wordpress.com&blog=1490118&post=231&subd=dadosemcomum&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="psdotexto" style="font-size:12px;line-height:16px;">
<div id="attachment_232" class="wp-caption aligncenter" style="width: 346px"><a href="http://dadosemcomum.files.wordpress.com/2008/09/bible.jpg"><img class="size-full wp-image-232" title="bible" src="http://dadosemcomum.files.wordpress.com/2008/09/bible.jpg?w=336&#038;h=281" alt="Biblia na biblioteca? Você é a favor?" width="336" height="281" /></a><p class="wp-caption-text">Bíblia na biblioteca? Você é a favor?</p></div>
<p>Site Gazeta do povo<br />
Disponível em: <a href="http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia/noticias.asp?cod=1259" target="_blank">[http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/ensino/conteudo.phtml?id=798272]</a> 27/09/2008<br />
============================================================</p>
<p>A <strong>Comissão de Educação e Cultura </strong>da Câmara aprovou um projeto de lei que obriga o estado a colocar um exemplar da Bíblia em cada biblioteca pública do país.O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda precisa ser analisado pela <strong>Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania </strong>(CCJ).</p>
<p>O autor da proposta, deputado <strong>Filipe Pereira</strong> (PSC-RJ), argumenta que a medida visa a permitir aos seguidores da fé cristã o acesso à doutrina.</p>
<p>Para o relator da matéria na comissão, deputado <strong>Professor Setimo </strong>(PMDB-MA), o alto preço das publicações faz com que muitas pessoas não tenham acesso ao livro.</p>
<p>“No Brasil, um país predominante cristão, grande parte das pessoas, especialmente as mais pobres, nunca tiveram acesso à Bíblia Sagrada &#8211; livro de regra e fé que propicia contato com princípios éticos e morais e com valores cristãos de grande importância para os que seguem a doutrina cristã”, diz.</p></div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dadosemcomum.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dadosemcomum.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dadosemcomum.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dadosemcomum.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dadosemcomum.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dadosemcomum.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dadosemcomum.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dadosemcomum.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dadosemcomum.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dadosemcomum.wordpress.com/231/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dadosemcomum.wordpress.com&blog=1490118&post=231&subd=dadosemcomum&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">tuxped</media:title>
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			<media:title type="html">bible</media:title>
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	</item>
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		<title>Dias contados?</title>
		<link>http://dadosemcomum.wordpress.com/2008/09/28/228/</link>
		<comments>http://dadosemcomum.wordpress.com/2008/09/28/228/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 00:02:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tuxped</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteconomia e outras artes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dadosemcomum.wordpress.com/?p=228</guid>
		<description><![CDATA[Por Nicholas Clee (ex-editor da revista &#8220;The Bookseller&#8221;)
Disponível em: [http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/prospect/2007/06/21/ult2678u100.jhtm] 27/09/2008
==========================================================
Até onde os observadores das questões literárias conseguem se lembrar,
sempre houve previsões sobre o fim do livro. O rádio suplantará a leitura.
Os filmes suplantarão a leitura. A televisão suplantará a leitura. Os
videogames suplantarão a leitura. E agora nos dizem que a própria tecnologia
irá se tornar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dadosemcomum.wordpress.com&blog=1490118&post=228&subd=dadosemcomum&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="attachment_229" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://dadosemcomum.files.wordpress.com/2008/09/livros.jpg"><img class="size-medium wp-image-229" title="livros" src="http://dadosemcomum.files.wordpress.com/2008/09/livros.jpg?w=300&#038;h=270" alt="Fim da linha???" width="300" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">Fim da linha???</p></div>
<p>Por Nicholas Clee (ex-editor da revista &#8220;The Bookseller&#8221;)<br />
Disponível em: <a href="http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia/noticias.asp?cod=1259" target="_blank">[http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/prospect/2007/06/21/ult2678u100.jhtm]</a> 27/09/2008</p>
<p>==========================================================</p>
<p>Até onde os observadores das questões literárias conseguem se lembrar,<br />
sempre houve previsões sobre o fim do livro. O rádio suplantará a leitura.<br />
Os filmes suplantarão a leitura. A televisão suplantará a leitura. Os<br />
videogames suplantarão a leitura. E agora nos dizem que a própria tecnologia<br />
irá se tornar redundante. Todos os tipos de inovações &#8211; CD-ROMS, a Internet<br />
e leitores de livros eletrônicos &#8211; foram apontados como substitutos da<br />
impressão em papel.</p>
<p>No entanto, o livro resistiu bravamente a tais novidades. As vendas<br />
continuam aumentando. Alguns &#8211; a série Harry Potter, memórias de<br />
celebridades, certas seleções de clubes de livros &#8211; estão vendendo em<br />
quantidade recorde. Até mesmo a ficção literária, aquele gênero<br />
aparentemente fora de moda e elitista, continua encontrando grandes nichos<br />
entre os leitores.</p>
<p>O que chama menos atenção é o livro como fonte de informação. Nesta área a<br />
tecnologia está provocando um grande impacto sobre os tradicionais modelos<br />
editoriais. As vendas de dicionários e guias de usuários em inglês caíram<br />
40% nos últimos quatro anos. E os mapas, atlas e enciclopédias também não<br />
estão vendendo bem.</p>
<p>Em uma região ainda menos charmosas da indústria editorial, aquela de<br />
publicações científicas e profissionais, a revolução tecnológica já chegou.<br />
A Reed Elsevier, uma grande editora especializada em publicações dirigidas<br />
para usuários profissionais, fez no ano passado vendas eletrônicas no valor<br />
total de US$ 3,7 bilhões.</p>
<p>É fácil perceber que as publicações de referência e profissionais são<br />
adequadas aos meios eletrônicos, mas que os best-sellers de ficção não o são<br />
- ou pelo menos não são adequados aos meios eletrônicos inventados até o<br />
momento.</p>
<p>No ano passado, em meio a grande alvoroço, a Sony lançou o Reader, o mais<br />
sofisticado aparelho eletrônico de leitura já produzido. Ele traz algo<br />
chamado &#8220;E Ink&#8221;, que força menos os olhos do leitor do que as telas<br />
luminosas normais. O aparelho é capaz de armazenar centenas de livros, e a<br />
sua bateria dura muito tempo. Mas os especialistas que fizeram testes<br />
preliminares com o produto reclamaram da falta de recursos de busca e das<br />
dificuldades para lidar com a Connect, a loja online de livros eletrônicos<br />
da Sony. As vendas têm sido modestas. No momento em que escrevo este artigo,<br />
há boatos de que a Amazon está prestes a lançar o seu próprio leitor<br />
eletrônico, o Kindle. Mas, assim como ocorre com o aparelho da Sony, ninguém<br />
está esperando que a máquina da Amazon seja um sucesso de vendas.</p>
<p>Esses aparelhos se tornarão mais sofisticados e desejáveis, e não se deve<br />
subestimar a possibilidade de que os leitores do futuro achem natural ler<br />
livros em uma tela. No Japão, há autores especializados em obras de ficção<br />
para serem lidas em telefones celulares. Um romance, &#8220;What the Angel Gave<br />
Me&#8221; (&#8221;O Que o Anjo me Deu&#8221;), de autoria de alguém que escreve sob o<br />
pseudônimo &#8220;Chaco&#8221;, registrou mais de um milhão de downloads. No entanto, é<br />
provável que tais projetos permaneçam fora do universo editorial comum por<br />
algum tempo.</p>
<p>Embora a tecnologia ainda não esteja transformando os nossos hábitos de<br />
leitura, ela está modificando a indústria que satisfaz esses hábitos. O<br />
fenômeno mais óbvio tem sido o aumento das vendas de livros pela Internet.<br />
No Reino Unido, por exemplo, a Amazon responde atualmente por 10% de todos<br />
os livros vendidos. Juntamente com os supermercados &#8211; que acusaram um<br />
aumento da venda de livros de 70% nos últimos quatro anos -, as vendas pela<br />
Internet provocaram a queda dos lucros das redes de livrarias e das<br />
livrarias independentes. E, com relação aos supermercados, eles contribuíram<br />
para uma cultura de descontos que criou um abismo entre os best-sellers e os<br />
chamados &#8220;títulos intermediários&#8221; , que mal conseguem ser notados.</p>
<p>As grandes vendas geradas por esses títulos com descontos intensificaram a<br />
competição para adquiri-los e vendê-los. Isso resultou em uma conglomeração,<br />
o que, por sua vez, intensificou ainda mais a competição. Agora somente as<br />
grandes editoras conseguem arcar com os adiantamentos exigidos por esses<br />
livros, e com os orçamentos para fazer propaganda dessas obras. E apenas as<br />
maiores redes de lojas conseguem fornecer os descontos atualmente esperados<br />
pelo mercado. Essas lojas são a Amazon e as redes de supermercados.</p>
<p>Mas a maioria das tendências na indústria editorial é acompanhada por<br />
tendências contrapostas. À medida que os conglomerados aumentam de tamanho,<br />
surge um novo otimismo entre editoras independentes, que acreditam ser<br />
capazes de oferecer obras distintas que as gigantes do setor, com a sua<br />
concentração no mercado de massa, deixam de perceber. E embora várias<br />
livrarias independentes tenham falido, muitas outras estão otimistas.</p>
<p>A tecnologia é responsável por outra tendência oposta. Enquanto os custos de<br />
publicação de livros escritos por celebridades aumentam, caem as despesas<br />
necessárias para simplesmente tornar um livro disponível ao leitor.<br />
Antigamente, autores ambiciosos que não conseguiam fechar um acordo<br />
editorial tinham que pagar uma taxa de US$ 11 mil às editoras. Agora eles<br />
podem publicar os seus textos no Lulu Website de graça. Graças à tecnologia<br />
digital, a impressão e a montagem dos livros também ficaram mais baratas.</p>
<p>Websites como o MySpace e o YouTube oferecem novas formas de fazer promoções<br />
baratas &#8211; conforme as grandes editoras estão descobrindo. A forma mais<br />
popular de auto-edição é feita, naturalmente, através dos weblogs. Os blogs<br />
são desprezados com freqüência como sendo apenas mais uma maneira de os<br />
autores não ganharem dinheiro, mas eles podem levar a contratos editoriais<br />
convencionais. Porém, o mais significante são os seus efeitos sobre a<br />
cultura literária e outras formas de comentários na Web &#8211; as revisões feitas<br />
por leitores no site da Amazon, por exemplo. O discurso cultural não é mais<br />
determinado por um pequeno grupo de críticos e autores profissionais que<br />
escrevem para jornais e periódicos. Outros agentes estão exercendo uma<br />
influência nesse processo.</p>
<p>A digitalização de textos é a tendência mais revolucionária no universo<br />
editorial &#8211; mas não particularmente porque ela permite que os textos sejam<br />
lidos nas telas. No momento, os novos livros estão todos sendo impressos em<br />
papel, montados no formato tradicional, remetidos para depósitos e enviados<br />
destes para as livrarias &#8211; e muito provavelmente remetidos de volta para<br />
serem reciclados. É um negócio baseado no desperdício, mas até o momento foi<br />
a única maneira de garantir a variedade que mantém a indústria de livros<br />
saudável.</p>
<p>Este quadro está fadado a mudar. Tecnologias geradas pela Internet e<br />
baseadas na impressão segundo a demanda em breve atingirão um grau de<br />
excelência que possibilitará aos leitores encomendar livros impressos<br />
especialmente para eles, e recebê-los em uma questão de minutos enquanto<br />
aguardam em uma livraria. Tais avanços tecnológicos poderão liquidar vastas<br />
redes de livrarias &#8211; que já estão lutando para sobreviver. Os leitores<br />
perderão a chance de vasculhar as estantes de livros, folheando-os antes de<br />
comprá-los. Mas ganharão acesso a uma variedade de livros maior do que já<br />
esteve disponível em qualquer outra época.</p>
<p>A chegada da tecnologia de impressão por demanda, e, em menor grau, do livro<br />
eletrônico, significa que o controle do conteúdo digital será o principal<br />
campo de batalha editorial do futuro. As editoras sabem o que aconteceu com<br />
as gravadoras tão logo tornou-se prático distribuir música eletronicamente.<br />
Elas estão ansiosas para evitar o mesmo destino. Muitas estão tomando ações<br />
antecipadas: a Bloomsbury, a editora com sede em Londres, já deu início à<br />
criação de um depósito digital, assim como a HarperCollins e a Random House<br />
(que reservou uma verba de quase US$ 10 milhões para este fim). Mas eles<br />
encaram um potencial rival no Google, que está engajado em um projeto não<br />
menos ambicioso de tornar todas as informações do mundo disponíveis no<br />
ciberespaço.</p>
<p>Os próximos anos não serão fáceis para a indústria de livros. Várias<br />
editoras ainda precisam descobrir como ganharão dinheiro com o fornecimento<br />
de informações online, e como se adaptarão à distribuição das suas obras<br />
mais populares pela Internet. A garantia dos direitos autorais nesta nova<br />
era é outro desafio. Os vendedores de livros já estão descobrindo que as<br />
mudanças provocadas pela tecnologia não mais permitirão a existência de<br />
grandes livrarias nas quais os títulos que demoram a vender ocupam a maior<br />
parte do espaço físico. Mas a tecnologia não desafiou o livro em si; ela o<br />
promoveu&#8230; Para o livro, o futuro é brilhante.</p>
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